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26.03.2018
CBL e CRL reúnem players em debate sobre o mercado editorial

No dia 23 de março, livreiros, editores, creditistas e distribuidores de livros reuniram-se para discutir as perspectivas para o mercado editorial brasileiro em 2018 e levantar as demandas mais urgentes do setor. O encontro foi uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), e reuniu tanto empresas associadas da CRL quanto não-associadas. A atividade aconteceu às 10h, no Auditório das Livrarias Paulinas, no Centro de Porto Alegre.

O evento foi inaugurado com uma apresentação do presidente da CRL, Isatir Bottin Filho, em que foram introduzidas as perspectivas para a entidade em 2018, já que este é o primeiro ano de sua gestão. O relacionamento com os associados foi apontado como prioridade para a nova diretoria, e, segundo Isatir, a ocasião e a aproximação com a CBL endossam a ideia.

A Gerente de Relações Institucionais da CBL, Vera Esau, deu prosseguimento ao evento destacando os projetos, marcas e produtos desenvolvidos pela entidade que representa. A metodologia de pesquisas recentes, como Retratos da Leitura 2016 e Censo do Livro Digital 2017, foram explicadas e seus resultados, pormenorizados. Vera apontou para a estagnação do mercado de livros digitais (que no Brasil não tem passado de 3% no faturamento das editoras); fez a defesa da Lei do Preço Fixo e explicou que ela é reforçada por mais de 600 projetos de lei em Brasília que compartilham a pauta do livro e da leitura; apresentou as tendências do mercado para os próximos anos (entre elas, o Print On Demand e as novas livrarias, pequenas e focadas em antedimento ao cliente), além de ter aprofundado algumas tradições brasileiras, como a venda porta-a-porta (segundo ela, ainda um dos maiores mercados no País), e as particularidades do negócio de livros religiosos.

Com a oportunidade do debate, empresários do setor puderam compartilhar suas impressões sobre alguns assuntos abordados. Caso de João Carneiro, editor da Tomo Editorial, para quem "a Lei do Preço Fixo beneficia muito o pequeno editor".

Já para Paulo Lima, da L&PM, é necessário encarar o livro digital de frente, dada realidade da demanda e da maneira com que ela está posta diante dos leitores contemporâneos.

Por outro lado, Gisele Minato, da Arte & Líter, apontou que as bienais de livro têm sido menos receptivas aos pequenos editores: "Atuo há 15 anos no mercado, hoje mais como livreira, e deixei de frequentar as bienais porque não percebo mais a presença das médias e pequenas editoras como no passado", disse. A assertiva permitiu que Vera explicasse algumas iniciativas da CBL para reforçar a presença das pequenas empresas em eventos do gênero, em anos recentes.

Na conclusão, Vera conversou com exclusividade ao CRL Fala!. Para a gerente, a iniciativa daquela manhã foi fundamental para fortalecer o mercado num momento ainda difícil: "Mas vemos luz no fim do túnel. O objetivo deste encontro é provocar uma reflexão para que os players do mercado possam verificar novas oportunidades de negócios", explicou.

Confira as telas da apresentação conduzida pelo presidente da CRL, Isatir Bottin Filho, que foi encerrada com o vídeo oficial da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Fotos: Michele Augusto/CBL









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